O Vaticano anunciou nesta segunda-feira que a primeira encíclica do papa Leão XIV será publicada no próximo dia 25 de maio. O documento terá como título Magnifica Humanitas e abordará os impactos da inteligência artificial e das novas tecnologias sobre a dignidade humana.
O nome completo da carta papal será Magnifica Humanitas: Sobre a Proteção da Dignidade Humana na Era da Inteligência Artificial. Em latim, a expressão significa “Humanidade Magnífica”.
A encíclica foi assinada por Leão XIV no último dia 15 de maio e deve apresentar orientações morais e sociais da Igreja Católica diante da crescente revolução digital e do avanço das tecnologias emergentes.
Documento marca posicionamento da Igreja sobre IA
A publicação é vista como um dos textos mais importantes do início do pontificado de Leão XIV e coloca a inteligência artificial no centro do debate ético global promovido pela Igreja.
Tradicionalmente, encíclicas são documentos papais voltados à orientação doutrinária, social e moral dos fiéis. Neste caso, o foco será a relação entre tecnologia, dignidade humana, trabalho, responsabilidade ética e os limites do uso da inteligência artificial.
O lançamento oficial ocorrerá às 11h30 no horário de Roma, no Salão do Sínodo do Vaticano, com apresentação conduzida pelo próprio pontífice.
Especialistas e religiosos participarão da apresentação
O evento reunirá representantes da Igreja, pesquisadores e especialistas em ética e tecnologia.
Entre os participantes confirmados estão:
Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé;
Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral;
Anna Rowlands, especialista em ética e teologia política;
Christopher Olah, pesquisador da área de inteligência artificial;
Léocadie Lushombo, especialista em ética teológica.
As observações finais ficarão a cargo do cardeal Pietro Parolin.
Igreja amplia debate global sobre tecnologia e humanidade
A escolha do tema mostra o interesse crescente do Vaticano em participar das discussões globais sobre os impactos da inteligência artificial na sociedade.
Nos últimos anos, líderes religiosos, governos e empresas de tecnologia têm intensificado debates sobre riscos éticos ligados à automação, manipulação de informações, privacidade, emprego e concentração de poder digital.
Com a nova encíclica, o Vaticano busca posicionar a Igreja como uma das vozes centrais na discussão sobre os limites morais do avanço tecnológico e a preservação da dignidade humana em um mundo cada vez mais digitalizado.
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