A intensa onda de calor que atinge a Europa elevou as temperaturas a até 40°C neste domingo (28) e já provocou 1.000 mortes na França, segundo dados divulgados pela agência francesa de saúde pública. A maior parte das vítimas é formada por idosos, enquanto as autoridades alertam que o número de óbitos pode aumentar nos próximos dias, à medida que novos registros forem confirmados.
Considerado por especialistas como o episódio de calor mais intenso já registrado no continente, o fenômeno tem provocado impactos significativos em diversos países europeus. Além da pressão sobre os serviços de saúde, a alta demanda por atendimento médico e o agravamento de doenças relacionadas ao calor vêm desafiando hospitais e equipes de emergência.
Os efeitos da onda de calor também atingem a infraestrutura. Redes de energia enfrentam interrupções devido ao aumento do consumo de eletricidade, enquanto sistemas de transporte registram atrasos e dificuldades operacionais em países como Alemanha, Áustria, República Tcheca e Polônia.
Meteorologistas alertam que a massa de ar quente deve avançar nos próximos dias para regiões da Europa Central e dos Bálcãs, ampliando a área afetada pelas temperaturas extremas e aumentando o risco de novos impactos à saúde da população e ao funcionamento de serviços essenciais.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que cerca de 150 milhões de pessoas vivem atualmente sob condições de calor extremo. Segundo ele, a intensificação e a maior frequência desses eventos estão diretamente relacionadas às mudanças climáticas, que vêm elevando a ocorrência de fenômenos meteorológicos severos em diferentes partes do mundo.
Diante do cenário, autoridades europeias reforçam recomendações para que a população evite exposição prolongada ao sol, mantenha a hidratação e redobre os cuidados com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas.
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