Operação Cripto Gato desmantela mineradora clandestina e expõe prejuízo milionário no DF

Esquema ilegal com 160 máquinas desviava energia suficiente para abastecer mais de 10 mil residências por mês,Em ação conjunta, a distribuidora de energia e a Polícia Civil desmantelou o esquema da mineradora, que causava prejuízo mensal equivalente ao consumo de mais de 10 mil residências | Foto: Divulgação/Neoenergia.

Uma força-tarefa entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a Neoenergia desarticulou, nesta quarta-feira (18), uma operação ilegal de mineração de criptomoedas que funcionava de forma clandestina em São Sebastião. A ação, que integra a terceira fase da Operação Cripto Gato, revelou um esquema de grande porte baseado no furto direto de energia elétrica.

No local, foram apreendidas 160 máquinas de mineração que operavam ininterruptamente, além de um transformador instalado de maneira irregular. A estrutura foi imediatamente desativada e interditada, enquanto a Polícia Civil abriu investigação para identificar os responsáveis e aprofundar as apurações sobre o esquema.

O impacto da atividade ilegal era significativo. O desvio de energia provocava instabilidade no fornecimento elétrico da região, afetando residências, comércios e produtores rurais. A estimativa é de um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão, volume equivalente ao consumo irregular de mais de 10 mil moradias por mês — um número que evidencia a dimensão da fraude.

A mineração de criptomoedas, por sua natureza, exige alto consumo de energia e infraestrutura adequada. No entanto, no imóvel fiscalizado, os equipamentos estavam conectados sem medição e fora de qualquer padrão técnico, o que sobrecarregava a rede e aumentava o risco de falhas, interrupções no fornecimento e até acidentes elétricos.

O chamado “gato de energia” vai além de prejuízos financeiros. Trata-se de um crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão. Além disso, representa um risco direto à segurança da população, já que instalações clandestinas podem provocar curtos-circuitos, incêndios e danos a equipamentos elétricos.

A operação reforça o avanço das ações de fiscalização no Distrito Federal, especialmente diante do crescimento de atividades que demandam alto consumo energético. O uso de tecnologia, quando associado à ilegalidade, acaba gerando impactos coletivos, comprometendo serviços essenciais e prejudicando milhares de pessoas.

Com o caso, autoridades e concessionária intensificam o alerta: o combate ao furto de energia depende também da colaboração da população, que pode denunciar irregularidades de forma anônima. A meta é ampliar o controle, garantir estabilidade no fornecimento e impedir que práticas ilegais continuem afetando a qualidade de vida no DF.

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