Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF na campanha

 


Foto: Miguel Schincariol/AFP


Flávio Bolsonaro recusa segurança da Polícia Federal e diz temer “infiltrados” durante campanha presidencial

Pré-candidato ao Planalto afirma que não confia na atual direção da PF e pede que efetivo seja destinado às investigações sobre fraudes no INSS; corporação inicia operação nacional de proteção aos presidenciáveis

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou neste domingo (19) que não pretende utilizar a equipe de segurança disponibilizada pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência durante a campanha eleitoral de 2026. A declaração foi feita por meio das redes sociais e ocorre um dia antes do início da operação nacional da PF para proteger os presidenciáveis.

Segundo Flávio, a decisão foi motivada pela falta de confiança na atual direção da Polícia Federal, comandada por Andrei Passos Rodrigues. O senador afirmou que teme a possibilidade de haver "infiltrados" em sua campanha caso aceite a proteção oferecida pelo órgão.

"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o parlamentar.

Na mesma publicação, Flávio Bolsonaro declarou que pretende solicitar que os policiais federais que poderiam integrar sua equipe de segurança sejam direcionados para as investigações das fraudes envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O senador voltou a cobrar apuração sobre denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Flávio, caso a justificativa da Polícia Federal para não aprofundar determinadas investigações seja a falta de efetivo, os agentes destinados à sua segurança poderiam ser utilizados nessas apurações.

Atualmente, o parlamentar já conta com uma equipe de segurança privada e tem aparecido em compromissos públicos utilizando colete à prova de balas.

Enquanto Flávio anuncia que abrirá mão da proteção oficial, a Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (20) uma ampla operação voltada à segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

O plano prevê uma estrutura capaz de atender simultaneamente até dez candidaturas presidenciais, mobilizando até 458 servidores, além da utilização de:

  • Veículos blindados;

  • Equipamentos antidrone;

  • Kits de inspeção antibomba;

  • Equipes especializadas distribuídas em todos os estados.

O investimento estimado para a operação é de R$ 95 milhões.

A proteção será disponibilizada somente após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas.

De acordo com a Polícia Federal, todas as candidaturas receberão tratamento técnico igualitário. O tamanho das equipes, os recursos empregados e o nível da proteção serão definidos individualmente conforme a avaliação de risco de cada candidato.

As convenções partidárias começam nesta segunda-feira (20), enquanto o prazo para registro oficial das candidaturas segue até 15 de agosto, quando serão confirmados os nomes que disputarão o Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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