A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou que ele tenha atendido uma ligação feita pelo ex-deputado federal Alexandre Frota durante a gravação de um podcast. O episódio ganhou repercussão nas redes sociais após Frota telefonar para um número que afirmou ser do ex-presidente e a chamada ser atendida por uma voz considerada semelhante à de Bolsonaro.
Em manifestação pública, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que a alegação não corresponde à realidade e classificou a situação como uma tentativa de criar um fato sem fundamento. Segundo a defesa, Bolsonaro não possui acesso a aparelho celular enquanto cumpre prisão domiciliar em Brasília e segue integralmente as restrições impostas pela Justiça.
O advogado também destacou que, há poucos dias, a residência do ex-presidente foi alvo de uma operação de busca e apreensão e que nenhum telefone celular foi encontrado em sua posse. Para a defesa, esse fato reforça a impossibilidade de Bolsonaro ter atendido à ligação exibida durante o programa.
A gravação mostrou Alexandre Frota realizando a chamada durante a entrevista. Do outro lado da linha, a pessoa que atendeu respondeu apenas com um breve "alô", o que rapidamente gerou especulações entre os participantes do podcast e nas redes sociais sobre a identidade de quem estava na ligação.
O episódio repercutiu amplamente nas plataformas digitais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos do ex-presidente. Enquanto Frota sustenta que conseguiu completar a chamada para o número atribuído a Bolsonaro, a defesa afirma que os dois não mantêm contato há anos e reforça que o ex-presidente não tem qualquer acesso a telefone celular em razão das medidas determinadas pela Justiça.
Até o momento, não há confirmação independente sobre quem atendeu a ligação realizada durante o podcast, e o caso continua gerando debates nas redes sociais e no meio político.
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