Antes da mudança completa, o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF) começa a ganhar vida. Em até 90 dias, cerca de 31% do complexo será ocupado por órgãos do Governo do Distrito Federal, marcando o início efetivo da utilização de uma estrutura planejada há mais de uma década e que agora passa a integrar a estratégia de modernização, descentralização e racionalização dos gastos públicos.
O Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), antigo Centrad, começa a se consolidar como um dos principais polos da administração pública brasiliense. Em até 90 dias, aproximadamente 31% do complexo estará ocupado por órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), dando início a uma nova fase marcada pela redução de despesas, descentralização dos serviços públicos e fortalecimento econômico da região entre Taguatinga e Ceilândia.
Nesta primeira etapa, cinco secretarias serão transferidas integralmente para o empreendimento: Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Secretaria de Mobilidade (Semob), Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e DF Legal. Além delas, Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo passarão a operar parcialmente no local.
Inicialmente, cinco blocos serão ativados, com capacidade para receber até 1.638 servidores. A primeira mudança será realizada pela Secretaria de Obras e Infraestrutura, dando início à ocupação gradual do complexo, cuja utilização total será ampliada nas próximas etapas.
A transferência representa um marco após anos de entraves administrativos e judiciais que impediram a utilização efetiva do empreendimento. Agora, o governo aposta na concentração dos órgãos públicos como forma de aumentar a eficiência da gestão e diminuir os elevados custos com locação de imóveis.
Atualmente, o Distrito Federal desembolsa cerca de R$ 168 milhões por ano em aluguéis. Somente a mudança das cinco secretarias previstas nesta fase deverá gerar uma economia superior a R$ 18 milhões anuais. Considerando todos os contratos de locação mantidos pelo governo, os gastos chegam a aproximadamente R$ 14 milhões por mês, valor que tende a ser reduzido progressivamente com a ampliação da ocupação do CAD-DF.
Os recursos economizados poderão ser direcionados para áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, reforçando a política de maior eficiência na aplicação do dinheiro público.
A utilização do complexo ocorrerá sem a necessidade de novas licitações para compra de mobiliário. O governo aproveitará equipamentos e móveis já existentes nas secretarias, concentrando os investimentos apenas em adaptações pontuais, como impermeabilização, pintura interna e instalação de tomadas e cabeamento para as novas estações de trabalho.
Com infraestrutura moderna, sistemas de tecnologia, climatização e gestão predial já instalados, o centro administrativo foi concebido para permitir a ocupação gradual dos espaços de acordo com a demanda do Executivo.
As próximas etapas incluem a elaboração dos projetos para construção de dois novos viadutos de acesso, obras consideradas fundamentais para permitir a utilização integral do complexo e melhorar a mobilidade em toda a região.
Além da área destinada aos órgãos públicos, o empreendimento possui espaços comerciais integrados à estação do metrô. A intenção do governo é estudar a concessão dessas áreas para exploração econômica, utilizando parte da receita para ajudar a custear a manutenção do complexo.
Do ponto de vista jurídico, a ocupação ocorre com segurança. O Habite-se e o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) referentes à primeira fase já foram emitidos, eliminando impedimentos para a transferência das estruturas administrativas.
Localizado entre Taguatinga e Ceilândia, próximo ao metrô e ao terminal rodoviário da região, o CAD-DF surge como um novo eixo de desenvolvimento para o Distrito Federal. A expectativa é que a presença de milhares de servidores impulsione a atividade econômica, fortaleça o comércio e contribua para a valorização imobiliária da região.
O modelo segue uma tendência já adotada em 22 estados brasileiros, que optaram pela concentração de suas estruturas administrativas em centros integrados, buscando mais eficiência na gestão pública e maior facilidade de acesso aos serviços oferecidos à população.
