O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do nome pelo plenário do Senado Federal. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo neste domingo (17) e teria sido confirmada por aliados do presidente.
Apesar da intenção do Palácio do Planalto, as regras internas do Senado impedem que o nome de Messias seja novamente analisado ainda em 2026. A vedação está prevista no Ato da Mesa nº 1, de 2010, que regulamenta dispositivos do Regimento Interno da Casa.
O texto estabelece que uma autoridade rejeitada pelo plenário não pode ter nova indicação apreciada dentro da mesma sessão legislativa, período que corresponde ao ano parlamentar. Com isso, mesmo que Lula formalize uma nova indicação, ela não poderá avançar neste ano.
Na prática, o governo só teria a possibilidade de reapresentar o nome de Jorge Messias a partir de fevereiro de 2027, quando começa uma nova sessão legislativa no Congresso Nacional.
A movimentação reforça a disposição de Lula em manter Messias como um dos principais nomes de confiança dentro do governo. Atual advogado-geral da União, ele é considerado próximo do presidente e vinha sendo tratado nos bastidores como uma das opções prioritárias para ocupar uma cadeira na Suprema Corte.
A eventual insistência na indicação, porém, pode ampliar o desgaste político entre o Palácio do Planalto e setores do Senado, especialmente após a rejeição do nome em plenário. Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que uma nova tentativa dependerá de mudanças no cenário político e de uma articulação mais ampla junto aos senadores.
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