Nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (23), aponta uma leve recuperação na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento mostra redução na rejeição à gestão federal e avanço na parcela da população que considera o governo positivo.
Segundo os números, 38% dos brasileiros classificam a administração como ruim ou péssima. Na pesquisa anterior, esse índice era de 39%. Já os que avaliam o governo como ótimo ou bom passaram de 30% para 32%.
A parcela dos entrevistados que considera a gestão regular permaneceu em um patamar intermediário, chegando a 28%.
Aprovação e desaprovação empatam
O levantamento também revelou um cenário de equilíbrio político para o Palácio do Planalto. Pela primeira vez nos últimos meses, os índices de aprovação e desaprovação do presidente ficaram tecnicamente empatados.
De acordo com o Datafolha:
- 48% aprovam o governo Lula;
- 48% desaprovam a administração federal.
Na sondagem anterior, Lula aparecia com 45% de aprovação e 51% de desaprovação, indicando uma oscilação positiva para o governo.
Pesquisa ocorre após repercussão política nacional
O levantamento foi realizado após a forte repercussão política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O episódio dominou o debate político e econômico nos últimos dias e acabou entrando no ambiente de análise do cenário nacional no momento da coleta dos dados pelo instituto.
Cenário segue polarizado
Os números reforçam a permanência de um ambiente político dividido no país. Apesar da leve melhora registrada pelo governo, os índices mostram que a administração federal continua enfrentando forte resistência de parte significativa do eleitorado.
Ao mesmo tempo, o crescimento da avaliação positiva indica que o Palácio do Planalto conseguiu reduzir parte do desgaste observado nas pesquisas anteriores, especialmente em meio às disputas políticas no Congresso e aos debates sobre economia, programas sociais e segurança pública.
A tendência dos próximos levantamentos deve medir se a recuperação registrada agora representa uma mudança consistente de percepção ou apenas uma oscilação momentânea no cenário político nacional.
FONTE:
