A Amazon anunciou a aquisição da operadora de satélites Globalstar em um acordo avaliado em aproximadamente US$ 11,6 bilhões. O movimento estratégico reforça os planos da gigante de tecnologia de expandir sua atuação no setor espacial e construir uma operação própria de conectividade via satélite.
De acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (14), a Amazon oferecerá aos acionistas da Globalstar US$ 90 por ação em dinheiro, ou 0,32 ações da empresa — com valor limitado ao mesmo montante por papel. A proposta representa um prêmio de 23,5% em relação ao preço de fechamento da Globalstar registrado na segunda-feira (13). A expectativa é de que a transação seja concluída até 2027.
Segundo Panos Panay, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon, a aquisição deve ampliar significativamente a qualidade e o alcance dos serviços oferecidos. “Os clientes podem esperar um serviço mais rápido e confiável em mais lugares — mantendo-os conectados às pessoas e coisas que mais importam”, afirmou o executivo.
A compra ocorre em meio aos esforços da Amazon para desenvolver sua própria rede de satélites de órbita terrestre baixa, conhecida como Amazon Leo, com o objetivo de competir diretamente com a SpaceX. A empresa de Elon Musk já opera o serviço Starlink, que soma mais de 10 milhões de clientes ativos e cerca de 10 mil satélites em órbita, com receita estimada superior a US$ 9 bilhões neste ano.
O acordo reforça a crescente disputa no setor de conectividade global, onde grandes empresas investem pesado para levar internet de alta velocidade a regiões remotas e ampliar a cobertura em escala mundial.
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