O conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar nesta quarta-feira (10), após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar o início de uma nova série de ataques contra múltiplos alvos iranianos. As operações ocorrem em meio ao frágil cessar-fogo ainda em vigor entre os dois países e foram autorizadas pelo presidente Donald Trump.
Segundo o comando militar responsável pelas ações americanas no Oriente Médio, os bombardeios começaram durante a tarde e foram classificados como “operações de autodefesa”. O Centcom afirmou que as ofensivas são uma resposta ao que chamou de “agressão contínua e injustificada” do regime iraniano contra interesses e alvos dos Estados Unidos na região.
Até o momento, os militares americanos não divulgaram quais instalações estão sendo atingidas nem apresentaram um balanço preliminar da operação.
Pressão sobre o programa nuclear iraniano
O anúncio dos ataques ocorreu poucas horas depois de o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que Washington estava preparado para ampliar as ofensivas contra o Irã. Durante visita ao quartel-general do Centcom, em Tampa, na Flórida, Hegseth declarou que novas ações militares fazem parte da estratégia do governo Trump para aumentar a pressão sobre Teerã.
A administração americana busca convencer o governo iraniano a aceitar um acordo voltado à limitação do programa nuclear do país. Segundo autoridades dos EUA, a combinação entre pressão diplomática e ações militares tem como objetivo impedir o avanço das atividades nucleares iranianas.
Cessar-fogo sob tensão
A nova ofensiva acontece em um momento de elevada instabilidade na região. Apesar da existência de um cessar-fogo entre os dois países, os recentes episódios de tensão e as acusações mútuas têm colocado em dúvida a manutenção da trégua.
Com a retomada dos ataques, cresce a preocupação internacional com uma possível escalada do conflito e com os impactos que uma ampliação das hostilidades pode provocar em todo o Oriente Médio.
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