O governo federal regulamentou nesta semana duas novas medidas de crédito voltadas ao setor de transportes no Brasil. As decisões foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional e criam condições especiais de financiamento para motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de transporte e companhias aéreas.
Uma das medidas autoriza a liberação de até R$ 30 bilhões para financiamento de veículos novos destinados a motoristas de aplicativo e taxistas. A regulamentação detalha as regras da medida provisória que havia sido anunciada pelo governo federal como forma de renovar a frota e ampliar o acesso ao crédito para profissionais do transporte urbano.
As operações serão realizadas por bancos habilitados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que ficará responsável apenas pela intermediação dos recursos. O risco dos financiamentos será assumido integralmente pelas instituições financeiras participantes.
A expectativa do governo é facilitar a compra de veículos novos com juros diferenciados e prazos mais longos, permitindo que motoristas autônomos consigam modernizar seus automóveis e reduzir custos de manutenção e consumo de combustível.
Além dos motoristas de aplicativo e taxistas, cooperativas de transporte também poderão acessar as linhas de financiamento, desde que atendam às exigências estabelecidas pelo programa.
Outra medida aprovada pelo CMN cria uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão para companhias aéreas. O objetivo é oferecer suporte financeiro ao setor aéreo, considerado estratégico para a economia nacional e ainda impactado por oscilações de custos operacionais, alta do combustível e desafios financeiros acumulados nos últimos anos.
As regras incluem condições específicas de prazo, garantias e acesso aos recursos, numa tentativa de ampliar a capacidade de investimento e preservar a operação das empresas aéreas no país.
As medidas fazem parte da estratégia econômica do governo federal para estimular setores ligados à mobilidade e ao transporte, considerados fundamentais para geração de emprego, circulação de mercadorias e retomada do crescimento econômico.
Fonte:
