Nomeação de mais de mil profissionais reforça saúde pública do DF e é elogiada por sindicato,Iuri Marques, presidente do SINDIVACS-DF, agradece ao governador Ibaneis Rocha pela iniciativa histórica de nomear 1.154 profissionais para a SES-DF, incluindo 45 ACS e 45 AVAS. 'É um marco para o fortalecimento do SUS", dizO anúncio da nomeação de 1.154 aprovados no último concurso da Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi recebido com entusiasmo por representantes da categoria. O presidente do Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde do Distrito Federal (SINDIVACS-DF), Iuri Marques, destacou a iniciativa como um avanço significativo para o fortalecimento da rede pública de saúde na capital.
A medida foi anunciada pelo governador Ibaneis Rocha e prevê a convocação de profissionais de diversas áreas da saúde. Para Iuri Marques, a decisão representa não apenas uma resposta à demanda por mais servidores, mas também um alívio para milhares de candidatos que aguardavam a convocação após aprovação no concurso.
“Essa nomeação é muito importante para o fortalecimento do SUS e para os aprovados que aguardavam essa convocação ansiosamente. A iniciativa do governador Ibaneis Rocha é um marco para a saúde pública do Distrito Federal”, afirmou o dirigente sindical.
O pacote de nomeações inclui 850 técnicos em enfermagem, 150 enfermeiros, 45 agentes de vigilância ambiental em saúde (AVAS), 45 agentes comunitários de saúde (ACS), 24 auditores de vigilância sanitária e 40 cirurgiões-dentistas. A expectativa do governo é que as nomeações sejam publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal até o fim de março de 2026.
Segundo o sindicato, a chegada desses profissionais deve ter impacto direto na qualidade do atendimento prestado à população, além de contribuir para reduzir a sobrecarga enfrentada por equipes que atuam nas unidades de saúde do DF.
Iuri Marques também ressaltou a atuação da vice-governadora Celina Leão, destacando o papel dela na valorização das categorias que atuam na atenção básica e na vigilância em saúde.
“Não podemos deixar de reconhecer o esforço permanente da vice-governadora Celina Leão, que tem trabalhado incansavelmente ao lado do governador para valorizar e fortalecer nossa categoria. Sua dedicação constante tem sido fundamental para avançarmos nas nomeações e na melhoria das condições de trabalho dos ACS e AVAS”, afirmou.
Papel estratégico dos agentes de saúde
Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) são responsáveis por atuar diretamente nas comunidades, funcionando como elo entre a população e a rede de atenção primária. Entre suas atribuições estão visitas domiciliares, orientação sobre prevenção de doenças, acompanhamento de famílias e encaminhamento de pacientes para serviços especializados.
Esses profissionais são considerados pilares da Estratégia Saúde da Família, ajudando a ampliar o acesso da população ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuindo para a redução de internações evitáveis.
Já os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (AVAS) desempenham um papel fundamental na prevenção de riscos ambientais que afetam a saúde coletiva. Eles realizam inspeções, monitoramento ambiental e ações de combate a vetores de doenças, como o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Déficit ainda é desafio
Apesar das nomeações, o déficit de profissionais ainda é considerado alto. Dados do Portal da Transparência do DF e da Secretaria de Saúde, atualizados em 2025, indicam que o Distrito Federal possui atualmente entre 1.398 e 1.448 agentes comunitários de saúde ativos, enquanto o número de cargos previstos chega a 3.350.
No caso dos agentes de vigilância ambiental, o total de profissionais ativos varia entre 880 e 1.200, de um limite de 1.200 cargos previstos em lei.
A estimativa é que ainda faltem mais de dois mil profissionais entre ACS e AVAS para atender plenamente às necessidades da população. Diante desse cenário, o sindicato reforça que a luta por novas convocações continuará.
Para a entidade, a nomeação anunciada pelo governo representa um passo importante, mas também evidencia a necessidade de continuidade das políticas de fortalecimento da atenção básica e da vigilância em saúde no Distrito Federal.
Fonte: Radar DF