A Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) elevou o tom nesta segunda-feira (20) ao divulgar uma nota pública contundente contra o que classificou como uma articulação política para atacar e descredibilizar pequenos veículos de comunicação do Distrito Federal. No documento, a entidade aponta diretamente o inelegível José Roberto Arruda e o ex-senador Gim Argello como responsáveis por utilizar um suposto “laranjal difamador” para disseminar calúnias contra portais de notícias.
Sem rodeios, a ABBP afirma que não se intimidará diante de pressões políticas vindas de figuras marcadas por escândalos e reforça que já iniciou medidas judiciais nas esferas cível e criminal. A entidade sustenta que a estratégia denunciada envolve o uso do chamado “ex-cabo Vitório” como instrumento para atacar veículos que, segundo a associação, apenas cumprem seu papel constitucional de informar com base em fatos verificados — incluindo decisões judiciais já consolidadas.
A nota destaca que noticiar condenações e decisões com força executória não configura difamação, mas sim o exercício legítimo do jornalismo. Como exemplo, a ABBP cita a condenação do ex-cabo Vitório ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao capitão Márcio Batista Gomes, além da obrigação de retratação pública. Para a entidade, transformar fatos judiciais em ataques à imprensa revela uma tentativa clara de intimidar e distorcer o papel dos veículos independentes.
Outro ponto central da manifestação é a defesa da transparência e da legalidade na distribuição de publicidade oficial. A ABBP ressalta que todos os contratos firmados por portais de notícias estão disponíveis no Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, garantindo visibilidade total à sociedade. A entidade também relembra que, no DF, há uma legislação específica — regulamentada em dezembro de 2025 — que assegura a destinação de parte da verba publicitária a pequenos portais, fruto de anos de պայք da própria associação.
Segundo a ABBP, essa política não representa privilégio, mas um direito conquistado para promover a pluralidade informativa e fortalecer o jornalismo local. A entidade enfatiza ainda que os veículos associados operam dentro da legalidade, pagam impostos e contribuem para a geração de emprego e renda.
No trecho final, a associação reafirma que não aceitará tentativas de silenciamento e que levará adiante todas as ações necessárias para responsabilizar os envolvidos nas acusações e ataques. “A liberdade de imprensa e o direito à informação verdadeira não serão silenciados por manobras políticas”, conclui a nota.
A manifestação, assinada em Brasília nesta segunda-feira, marca um novo capítulo na tensão entre setores políticos e a imprensa independente do Distrito Federal — e sinaliza que a disputa deve avançar também no campo judicial.
Associação Brasileira de Portais de Notícias – ABBP

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