O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou um projeto-piloto de videomonitoramento em passarelas subterrâneas do Plano Piloto, como parte de um conjunto de ações voltadas à prevenção criminal e ao aumento da sensação de segurança de pedestres. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
Nesta primeira fase, quatro passarelas serão monitoradas — uma na Asa Norte e três na Asa Sul — com câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento da SSP-DF e conectadas também ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e aos centros de monitoramento da SSP-DF e da Novacap. A passarela localizada entre as quadras 103/203 da Asa Norte já está em fase de testes, com quatro câmeras instaladas.
Na Asa Sul, estão previstas 12 câmeras distribuídas nas passarelas que ligam as quadras 101/201, 103/203 e 105/205. Os equipamentos já foram instalados e aguardam apenas a conclusão da energização elétrica para entrarem em funcionamento. Cada passarela contará com quatro câmeras posicionadas estrategicamente para garantir cobertura dos principais fluxos de circulação de pedestres.
A implantação do videomonitoramento integra a estratégia do GDF de ampliar o uso de tecnologia na segurança pública, qualificando a resposta operacional das forças de segurança e promovendo ambientes urbanos mais seguros. Um acordo de cooperação técnica entre SSP-DF e Novacap também está em estudo para consolidar ações permanentes de segurança, incluindo medidas voltadas à preservação das estruturas e à redução de atos de vandalismo.
Além do monitoramento, o projeto está alinhado às ações de revitalização das passarelas subterrâneas do Plano Piloto, que envolvem melhorias de iluminação, manutenção contínua, pintura, recomposição de pisos e substituição de estruturas danificadas, resultado da atuação integrada entre órgãos do governo.
A iniciativa também segue as diretrizes da política de Prevenção Criminal pelo Desenho do Ambiente, instituída no Distrito Federal por meio de portaria publicada em janeiro deste ano, que criou o Diagnóstico de Segurança Territorial como instrumento estratégico de apoio às políticas públicas de segurança. Com a medida, o DF tornou-se pioneiro no país ao adotar oficialmente a metodologia como política de Estado, orientando intervenções urbanas voltadas à redução de vulnerabilidades e à prevenção da violência.
O projeto-piloto permitirá testar soluções tecnológicas e operacionais que poderão ser ampliadas gradualmente para todas as passagens subterrâneas da Asa Norte e da Asa Sul, reforçando a ocupação qualificada dos espaços urbanos e a proteção da população.
*Com informações da SSP-DF
