Adriana Rodrigues conta que o atendimento rápido salvou a vida do filho, Desmond Samuel | Foto: Arquivo Pessoal
De 2019 a 2025, número de vagas saltou de 386 para 668; novos contratos com a rede privada devem garantir até 102% de expansão.
“Se não tivesse tido um atendimento tão rápido, ele teria morrido.” A frase de Adriana Rodrigues, mãe do pequeno Desmond Samuel, resume o impacto da ampliação dos leitos de UTI no Distrito Federal. O garoto de 9 anos passou dois meses internado no Hospital de Base após sofrer graves infecções respiratórias, mas sobreviveu graças a uma vaga disponível na hora certa.
O caso de Desmond é um entre milhares beneficiados pela política pública que aumentou em 73% o número de leitos de UTI desde 2019. O total saltou de 386 para 668 vagas em agosto de 2025, somando 433 leitos públicos e 233 credenciados em hospitais particulares. Com um novo edital lançado pela Secretaria de Saúde, a expansão pode chegar a 102%, com a contratação de mais 113 leitos.
Para o governador Ibaneis Rocha, essa é uma resposta direta à demanda crescente da população:
“A saúde é um grande desafio não só para o DF, mas para todo o país. Decidimos ampliar leitos próprios e contratar hospitais privados para complementar a rede, o que agiliza cirurgias eletivas e o tratamento de pacientes graves, como os diagnosticados com câncer.”
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, reforça a importância da medida:
“Expandir o acesso à terapia intensiva é essencial diante da crescente procura. Vamos seguir ampliando com novos leitos públicos e contratos com a rede suplementar.”
Histórias como a do monitor Sérgio Willian Vieira, 32 anos, diagnosticado com meningite, mostram como o atendimento salva vidas. Após meses entre UTI e coma, ele e a família reconhecem a diferença do cuidado recebido no SUS.
“Os médicos falavam com amor, davam esperança, mesmo sem prometer resultados. Aquilo me fortalecia”, relembra Sérgio.
Segundo a gerente de Serviços de Terapia Intensiva da SES, Priscila Domingues, o credenciamento de hospitais privados foi uma solução rápida e eficiente:
“Pagamos apenas pelos dias efetivamente utilizados, o que garante eficiência e amplia a oferta sem sobrecarregar o sistema.”
Com novas construções, contratos e estratégias de gestão, o GDF busca não apenas zerar a fila de espera por leitos de UTI, mas também oferecer acolhimento integral, que vai além da estrutura física e alcança o cuidado humano, essencial para pacientes e famílias em momentos de maior fragilidade.
Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br
