Especialistas alertam para o aumento de casos entre jovens e reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Segundo Rebello, existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico, que representa cerca de 85% dos casos, e o hemorrágico, responsável por aproximadamente 15%. Em pessoas mais jovens, os casos hemorrágicos exigem atenção especial por poderem estar relacionados a malformações cerebrais, como aneurismas ou malformações arteriovenosas, especialmente quando não há fatores de risco clássicos presentes.
Além dos fatores pessoais, a neurologista também destaca o impacto da poluição ambiental como agravante. “Uma publicação recente da revista The Lancet aponta que a exposição à poluição do ar está relacionada ao risco elevado de AVC em todas as faixas etárias”, alerta.
Recuperação é mais promissora entre os jovens
Apesar da gravidade da condição, a boa notícia é que pacientes jovens têm, geralmente, uma maior chance de recuperação. “A idade, por si só, é um fator de risco para um pior prognóstico. Quando excluímos outras variáveis, apenas o fato de o paciente ser mais jovem já indica melhor resposta à reabilitação”, explica Rebello.
Para os casos mais graves, em que há perda de movimento, sensibilidade ou fala, é elaborado um plano de reabilitação completo, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisiatria. A médica destaca que, mesmo em situações complexas, os jovens costumam ter respostas mais positivas aos tratamentos.
Prevenção continua sendo o melhor remédio
A principal forma de evitar o AVC, em qualquer idade, é controlar os fatores de risco cardiovasculares. Rebello reforça a necessidade de manter a pressão arterial sob controle, tratar diabetes e colesterol, manter o peso adequado, evitar o cigarro e praticar atividades físicas com regularidade.
Além disso, ela recomenda consultas médicas periódicas, especialmente para quem tem histórico familiar de doenças cardiovasculares. A Secretaria de Saúde do DF reforça ainda que o atendimento rápido é essencial diante dos primeiros sinais da doença, como:
- Formigamento;
- Perda de força em um lado do corpo;
- Dificuldade para falar ou compreender;
- Perda súbita da visão;
- Dor de cabeça intensa sem motivo aparente.
Em caso de suspeita de AVC, a orientação é ligar para o Samu (192) ou procurar imediatamente o hospital mais próximo.
Fonte:
https: www.agenciabrasilia.df.gov.br