A escritora e especialista em Educação Inclusiva Sharlene Serra atua na orientação institucional em inclusão e convivência, além de desenvolver trabalhos que aproximam a literatura do ambiente educacional. Um trabalho voltado à construção de uma educação mais inclusiva, acolhedora e transformadora.
Escritora radicada em Brasília leva ao Espaço Educação sua experiência com literatura inclusiva e também recebe, em São Paulo, premiação nacional de poesia
A escritora, poeta e educadora Sharlene Serra está entre os nomes que integram a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, um dos principais encontros literários do país.
No dia 10 de setembro, das 16h às 17h, a autora participa, no Espaço Educação, da palestra “Literatura aplicada à educação inclusiva”, ao lado de Sandra Saruê e Isabel Lopes, com mediação de Patrícia Negrão.
Especialista em Educação Inclusiva e autora de oito livros, Sharlene leva à Bienal uma experiência construída na interseção entre literatura, educação, deficiência, convivência e formação humana. Entre suas produções está a Coleção Incluir, criada para aproximar crianças de diferentes experiências relacionadas à deficiência por meio da literatura.
A participação na Bienal ocorre poucas semanas depois de a escritora ocupar outro espaço de projeção nacional. Em Brasília, Sharlene apresentou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a palestra “Antes do laudo, existe uma pessoa”, defendendo uma inclusão que ultrapasse a garantia formal de direitos e alcance as relações, os olhares e o pertencimento.
E sua passagem por São Paulo terá ainda outro significado.
Um dia antes da palestra, em 9 de setembro, Sharlene recebe o 2º lugar na categoria Poesia do I Concurso Literário Nacional da AJEB, com “Antes do Nome que Deram”, poema escrito a partir do tema Inclusão Social.
Os dois acontecimentos revelam diferentes dimensões de uma mesma trajetória: a escritora reconhecida pela poesia e a educadora que transforma a literatura em instrumento para discutir inclusão.
“Estar entre os palestrantes da Bienal é uma oportunidade de levar para um espaço tão importante uma discussão que faz parte da minha trajetória há anos. Acredito em uma literatura que não termina no livro. Ela chega à escola, provoca conversas, aproxima diferenças e pode transformar a maneira como enxergamos o outro”, afirma Sharlene Serra.
Natural de São Luís (MA) e atualmente radicada em Brasília (DF), Sharlene também é fundadora e presidente da Academia Maranhense de Letras Infantojuvenil (AMLIJ) e desenvolve palestras, formações e projetos educacionais voltados à literatura e à inclusão.
Da recente participação no CNJ à programação da Bienal, passando pelo reconhecimento nacional de sua poesia, Sharlene amplia a presença de um trabalho que parte de uma ideia simples e necessária: antes de ensinar sobre a diferença, é preciso aprender a enxergar a pessoa.
Instagram: @sharlenelserra