Lula diz que governo barrou entrada de funcionários dos EUA e afirma que Brasil não aceitará interferência nas eleições
Durante convenção nacional do PSB, presidente declarou que o país não permitirá ingerência estrangeira no processo eleitoral e confirmou a negativa de vistos a integrantes do governo americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (29) que o Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência estrangeira nas eleições nacionais. A declaração foi feita durante a convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em um discurso marcado por críticas indiretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Ao defender a soberania brasileira sobre o processo eleitoral, Lula declarou que, enquanto estiver na Presidência da República, nenhum país terá espaço para interferir nas eleições realizadas no Brasil.
O presidente também confirmou que o governo brasileiro negou a concessão de vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que, segundo ele, pretendiam avaliar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Segundo Lula, a decisão foi tomada para impedir qualquer atuação externa relacionada ao processo eleitoral do país. O presidente afirmou que o Brasil possui instituições responsáveis pela condução e fiscalização das eleições e que não cabe a representantes estrangeiros acompanhar ou interferir nesse processo.
A declaração ocorre em um momento de intensificação do debate político em torno das eleições de 2026 e reforça o discurso do governo em defesa da autonomia das instituições brasileiras na organização do sistema eleitoral.
A negativa dos vistos também amplia a repercussão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, em meio a um cenário de crescente tensão política envolvendo temas ligados à soberania nacional e à condução do processo democrático brasileiro.
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