Líder norte-coreano atribui aumento das tensões globais aos Estados Unidos e anuncia novos investimentos em armamentos e na construção de um cruzador estratégico.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, voltou a reforçar a prioridade dada ao fortalecimento militar do país e defendeu a ampliação do arsenal nuclear como resposta ao cenário internacional, que classificou como cada vez mais instável e imprevisível.
Durante uma reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, Kim afirmou que a manutenção e o fortalecimento das capacidades nucleares norte-coreanas representam a estratégia mais adequada diante das crescentes tensões globais. Segundo informações divulgadas pela agência estatal KCNA, o dirigente acusou os Estados Unidos de contribuírem para o agravamento dos conflitos em diferentes regiões do mundo, incluindo a Europa e o Oriente Médio.
Kim Jong Un também responsabilizou Washington e a Coreia do Sul pelo aumento das tensões na Península Coreana, alegando que as ações conjuntas dos dois países têm ampliado os riscos à segurança regional.
Além da modernização do programa nuclear, o líder norte-coreano determinou a expansão das capacidades das forças convencionais do país. Entre as medidas anunciadas está a aceleração da construção de um cruzador estratégico de mísseis guiados com deslocamento de 10 mil toneladas, projeto considerado uma das principais apostas de Pyongyang para reforçar sua presença militar.
As declarações evidenciam a continuidade da política de fortalecimento das Forças Armadas norte-coreanas, em meio a um cenário de crescente rivalidade geopolítica e de sucessivos episódios de tensão envolvendo os programas nuclear e balístico do regime de Pyongyang.
O avanço dos investimentos militares da Coreia do Norte ocorre em um contexto marcado por disputas estratégicas entre grandes potências e pela intensificação dos exercícios conjuntos realizados por Estados Unidos e Coreia do Sul, frequentemente criticados pelo governo norte-coreano.
Com a nova sinalização de Kim Jong Un, a expectativa é de que a comunidade internacional mantenha atenção redobrada sobre os próximos passos do regime, diante das preocupações relacionadas à estabilidade e à segurança na região do Indo-Pacífico.
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