O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, voltou a defender uma política mais rígida de combate ao crime organizado e afirmou que não pretende descansar enquanto integrantes das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) não estiverem presos.
A declaração foi feita neste sábado (20), durante o evento de lançamento da pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL-SP) ao Senado Federal. Em discurso para apoiadores, o parlamentar afirmou que o Brasil precisa enfrentar a discussão sobre a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.
Segundo Flávio Bolsonaro, a medida é necessária para ampliar os instrumentos de combate às facções e endurecer as ações do Estado contra o crime organizado. O senador questionou quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotará essa classificação no país e afirmou que o tema precisa ser enfrentado pelos brasileiros.
A proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas é defendida por setores da oposição e tem sido tema recorrente no debate sobre segurança pública. Os defensores da medida argumentam que ela permitiria maior rigor na repressão aos grupos criminosos e facilitaria a cooperação internacional no combate ao tráfico de drogas e armas.
Por outro lado, especialistas em segurança e juristas apontam que a legislação brasileira possui instrumentos específicos para combater organizações criminosas e destacam que a tipificação de terrorismo no país foi criada para situações distintas, envolvendo atos motivados por extremismo, intolerância ou razões políticas.
As declarações ocorreram em meio à movimentação política para as eleições de 2026, quando lideranças do Partido Liberal intensificam articulações em diferentes estados e reforçam o discurso voltado à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
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