O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Partido Novo, fez críticas indiretas ao senador Flávio Bolsonaro nesta quarta-feira (20), durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
Sem citar diretamente o nome do parlamentar do Partido Liberal, Zema afirmou que quem deseja governar o país precisa ter “credibilidade”, em uma fala interpretada nos bastidores como referência à crise enfrentada pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
A declaração ocorre após a repercussão envolvendo a admissão de Flávio de que solicitou recursos ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Governar exige credibilidade”, diz Zema
Durante discurso direcionado a prefeitos e vereadores presentes no evento, Zema afirmou que liderança política exige confiança pública e capacidade de unir o país.
“Governar, vocês sabem, exige coragem, mas exige, principalmente, credibilidade. Quem quer mudar o Brasil precisa, acima de tudo, ter credibilidade. Credibilidade para liderar, para unir, para tomar decisões difíceis”, declarou.
A fala foi vista como um recado direto ao campo da direita bolsonarista, que atravessa um momento de desgaste político após as recentes revelações envolvendo a negociação milionária para produção do filme.
Gilmar Mendes também foi alvo
Além das críticas indiretas ao senador, Zema também direcionou ataques ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, reforçando o discurso de enfrentamento ao Judiciário adotado por setores da direita.
O ex-governador tem ampliado sua presença em agendas nacionais e intensificado movimentos para se consolidar como alternativa competitiva na disputa presidencial de 2026.
Direita vive disputa antecipada
As declarações evidenciam a crescente disputa interna no campo conservador antes mesmo da definição oficial das candidaturas presidenciais.
Com Jair Bolsonaro enfrentando obstáculos jurídicos e políticos, nomes como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e outros aliados tentam ocupar espaço no eleitorado de direita, enquanto buscam demonstrar capacidade de liderança nacional.
Nos bastidores, a avaliação é que a crise envolvendo Flávio abriu espaço para adversários internos reforçarem discursos ligados à ética, gestão e credibilidade pública, temas que devem dominar o debate político nos próximos meses.
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