O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da custódia da Polícia Federal para o Hospital DF Star, em Brasília. A decisão tem como objetivo a realização de exames médicos de urgência, após Bolsonaro sofrer uma queda dentro de sua cela durante a madrugada.
A medida atende a um pedido da defesa, que apresentou um relatório médico particular apontando um quadro compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda e crise convulsiva ainda a esclarecer.
Acidente na cela
De acordo com relatório médico da Polícia Federal anexado aos autos, Jair Bolsonaro relatou que caiu da cama enquanto dormia. O primeiro exame, realizado pela equipe da custódia por volta das 9h, identificou um leve traumatismo craniano, além de contusões nos braços e nos pés, um corte superficial no rosto, na região malar direita, e outro no dedo do pé esquerdo.
O ex-presidente também informou ter apresentado episódios de tontura no dia anterior e soluços intensos durante a noite. Apesar dos ferimentos, o documento da PF descreve o quadro neurológico como preservado, com o paciente consciente e orientado, embora com leve desequilíbrio.
O relatório destaca ainda que Bolsonaro faz uso contínuo de diversos medicamentos, incluindo anticoagulantes e fármacos que atuam no sistema nervoso central, além de estar em período de pós-operatório recente de cirurgia de hérnia.
Exames autorizados
Com base em laudo do médico Dr. Brasil Ramos Caiado, a defesa solicitou a transferência imediata do ex-presidente para a realização de exames que pudessem afastar riscos de agravamento neurológico. Alexandre de Moraes deferiu o pedido e autorizou a realização de três procedimentos específicos: tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.
Na decisão, o ministro determinou que o transporte seja feito pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque direto nas garagens do hospital. A segurança e a vigilância do custodiado devem ser mantidas integralmente durante todo o período dos exames, com retorno imediato de Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal após a conclusão dos procedimentos.
Situação penal
Jair Bolsonaro cumpre pena no âmbito da Execução Penal nº 169 do Distrito Federal. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e o restante de detenção, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa.
Fonte: jovempan.com.br
