Irã enfrenta denúncias de massacre após repressão brutal a protestos, com temor de até 12 mil mortos

Pedestres passam por um prédio incendiado em 10 de janeiro de 2026, em Teerã, Irã, após protestos generalizados contra o regime.Stringer/Getty

Relatos que começam a emergir do Irã após uma restauração parcial das comunicações apontam para um cenário de extrema violência durante a repressão a protestos antigoverno registrados nos dias 8 e 9 de janeiro. Testemunhas e organizações independentes afirmam que a ação das forças de segurança pode ter provocado milhares de mortes, em um episódio descrito por civis como a “maior matança da história contemporânea do país”.

Segundo a emissora Iran International, o número de mortos temido chega a 12 mil pessoas, embora ainda não haja confirmação oficial devido ao bloqueio de informações imposto pelo regime.

Repressão com armas de grau militar

Com a liberação limitada de linhas telefônicas, começaram a circular mensagens de socorro enviadas por civis descrevendo uma repressão conduzida com armas de grau militar. As denúncias indicam que o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) e a milícia Basij lideraram as operações, atirando contra manifestantes e promovendo prisões em massa.

Testemunhas afirmam que muitos manifestantes foram baleados nas ruas ou condenados à morte sem direito a julgamento justo, em processos sumários conduzidos pelas autoridades.

Hospitais em colapso e prisões lotadas

A situação nos hospitais é descrita como caótica. Um médico ouvido por canais internacionais relatou que a emergência onde trabalha está sobrecarregada, classificando o cenário como o pior que já presenciou em 38 anos de carreira. Há relatos de tiroteios intensos e uso de metralhadoras pesadas, o que teria elevado drasticamente o número de feridos graves.

Além das mortes, organizações de direitos humanos apontam que mais de 10.700 pessoas foram presas durante a repressão. Há ainda denúncias de que dezenas de detidos já têm execuções programadas para esta semana, aumentando o clima de temor entre familiares e ativistas.

Apagão informativo e intimidação

Para conter a circulação de informações, o governo iraniano teria promovido um apagão quase total da internet, além de silenciar a mídia doméstica. Jornalistas e testemunhas estariam sendo intimidados, enquanto autoridades confiscam pratos de satélite e imagens de câmeras de vigilância para impedir a divulgação de provas.

Com o bloqueio informativo ainda em vigor, a dimensão real da repressão permanece incerta. No entanto, os relatos que começam a vir à tona reforçam a preocupação da comunidade internacional diante de possíveis crimes em larga escala contra a população civil no Irã.

Fonte:cbsnews.com

Voz Nacional - Portal de Notícias

Site de Notícias e criador de conteúdo digital. Comprometo-me sempre a levar matérias sem fake news, garantindo que a informação fornecida seja sempre válida e de qualidade.

Postagem Anterior Próxima Postagem