Garcia / Presidência da Venezuela / AFP
Presidente venezuelano afirma que mobilização militar americana busca impor um “governo fantoche”
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta terça-feira (16) os Estados Unidos de mobilizarem forças militares no Caribe com o objetivo de ameaçar a soberania de seu país. Durante a instalação do chamado Conselho Nacional pela Soberania e a Paz, Maduro classificou a ação de Washington como “uma ameaça de guerra contra a Venezuela” e disse que a iniciativa teria como meta impor uma mudança de regime.
Segundo o líder venezuelano, as manobras militares dos EUA visam instalar em Caracas um “governo fantoche”, alinhado aos interesses norte-americanos. Ele também voltou a acusar os Estados Unidos de buscarem controle sobre as vastas reservas energéticas do território venezuelano, uma das maiores do mundo.
“Este não é um problema nacional, este é um problema de caráter internacional”, afirmou Maduro, em referência ao impacto regional que uma escalada militar poderia ter no Caribe e na América Latina. O discurso reforça a narrativa do governo chavista de que há uma ofensiva externa para desestabilizar o país e enfraquecer o regime.
As declarações se somam ao histórico de tensão diplomática entre Caracas e Washington, que não reconhece a legitimidade do governo Maduro e já impôs diversas sanções econômicas à Venezuela. O novo embate retoma o clima de instabilidade na região, em um momento em que o país enfrenta crise social, econômica e política, com forte repercussão internacional.
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