Bolsonaro nega responsabilidade por tarifa de Trump e diz que ex-presidente dos EUA prioriza liberdade

Eduardo F. S. Lima/Ato Press/Estadão Conteúdo


Ex-presidente afirma que “sistema” tenta impedir sua candidatura e agradece apoio de Trump, que classificou processos judiciais como “caça às bruxas”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu às acusações de que seria o responsável pela taxação de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo de Donald Trump em sua campanha de retorno à Casa Branca. Em entrevista à Jovem Pan e em conversa com jornalistas, Bolsonaro afirmou que o republicano “está mais preocupado com liberdade do que com economia”.

“O Trump está muito mais preocupado com valores e liberdade do que com a economia. O Brics o tempo todo batendo na tecla de uma nova moeda”, declarou Bolsonaro, em referência ao bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que discute a criação de uma moeda alternativa ao dólar.

Críticas ao sistema eleitoral

Bolsonaro também insinuou que sua exclusão das eleições de 2026 seria parte de uma estratégia para beneficiar o “sistema”. Segundo ele, o ex-presidente americano quer eleições livres, com participação de todos os atores políticos — inclusive o próprio Bolsonaro.

“O que Trump quer? Que todos participem da eleição. A Justiça tira da cédula eleitoral aquelas pessoas que não interessam para o sistema. Eu estou fora, o Eduardo, meu filho, praticamente está fora. Faltam tirar a Michelle, minha esposa. Tudo que não interessa a eles, querem tirar”, afirmou.

Agradecimento a Trump e críticas à Justiça brasileira

Na última segunda-feira (7), Bolsonaro utilizou suas redes sociais para agradecer a Donald Trump, que, em nota, classificou os processos judiciais enfrentados pelo brasileiro como “perseguição” e “caça às bruxas”. Segundo Bolsonaro, ele recebeu o gesto com “muita alegria” e disse que ambos sofrem perseguição por razões políticas.

Bolsonaro também comentou sobre sua recente reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como um dos principais nomes da direita para as eleições presidenciais de 2026. Segundo Bolsonaro, os dois conversaram por cerca de quatro horas, mas negou ter participado de um encontro com representantes da embaixada dos Estados Unidos, atribuído apenas a Tarcísio.

“Tarcísio tem a agenda dele, eu tenho a minha e temos a nossa”, resumiu o ex-presidente.

A aproximação entre Bolsonaro e Trump — dois dos principais nomes da direita global — continua sendo uma peça estratégica no tabuleiro eleitoral de 2026, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A crítica ao “sistema”, à Justiça e à imprensa segue como linha central do discurso de ambos.

Fonte: jovempan.com.br

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