Possível encontro com Donald Trump pode ocorrer durante a cúpula marcada para dezembro; Moscou ainda não tomou decisão sobre a participação
Os Estados Unidos convidaram o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para participar da reunião do G20 prevista para dezembro, em Miami, na Flórida. O convite foi confirmado nesta quarta-feira (23) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, após reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo Rubio, a participação de Putin poderia abrir espaço para uma nova reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de permitir ao líder russo conversar com outros chefes de Estado e de governo presentes no encontro.
“Convidamos o presidente Putin para o G20. Achamos que é uma oportunidade para ele dialogar não apenas com o presidente, mas também com outros líderes mundiais. Esperamos que ele aceite o convite”, afirmou Rubio.
Kremlin avalia convite
O Kremlin confirmou que recebeu a proposta e informou que o governo russo irá analisá-la por meio dos canais diplomáticos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia é grata pelo convite, mas que ainda não há uma decisão sobre a participação de Putin.
Nesta quinta-feira (24), Peskov reforçou que ainda é cedo para discutir uma eventual reunião entre Putin e Trump ou mesmo a agenda de um possível encontro. Segundo ele, nenhuma decisão foi tomada até o momento.
Guerra na Ucrânia está no centro das negociações
O anúncio ocorre em meio às tentativas de Estados Unidos e Rússia de manter canais de diálogo sobre a guerra na Ucrânia. Rubio afirmou que Washington continua aberto a conversar com Moscou, apesar da falta de avanços nas negociações para encerrar o conflito.
Um eventual encontro entre Trump e Putin durante o G20 poderia colocar novamente os dois presidentes frente a frente. Os líderes já se reuniram em Anchorage, no Alasca, em agosto de 2025.
A cúpula do G20 está prevista para dezembro, em Miami. Por enquanto, porém, a participação de Putin permanece em análise pelo governo russo.
A eventual presença do presidente russo e uma possível reunião com Trump dependerão de uma decisão que ainda será tomada por Moscou.
