Maranhão domina concurso literário nacional e conquista os dois primeiros lugares em premiação sobre inclusão social

 Estado reafirma tradição literária ao levar ouro e prata na categoria Poesia do I Concurso Literário Nacional da AJEB


(Foto:Redação)

O Maranhão voltou a se destacar no cenário cultural brasileiro ao conquistar o primeiro e o segundo lugares na categoria Poesia do I Concurso Literário Nacional da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB Nacional). Com o tema
"Inclusão Social", a premiação reuniu autoras de diversas regiões do país para incentivar reflexões sobre diversidade, acessibilidade, respeito às diferenças e pertencimento por meio da literatura.

O primeiro lugar ficou com a poeta maranhense Maria Luiza Catanhêde Gomes, autora do poema O Menino da Última Carteira. A segunda colocação foi conquistada por Sharlene Serra, com a obra Antes do Nome que Deram. O terceiro lugar foi para a escritora cearense Fátima Duarte, com o poema A Cadeira Vazia.

A cerimônia oficial de premiação será realizada durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos literários da América Latina, que reúne escritores, editoras, leitores e representantes do setor cultural de todo o país.

Maranhão reforça protagonismo na literatura brasileira

O resultado consolida o Maranhão como um dos principais polos da literatura nacional. Ao ocupar duas das três primeiras posições da competição, o estado evidencia a força da produção literária contemporânea e o talento de suas escritoras em uma disputa de alcance nacional.

A conquista também destaca a relevância da literatura maranhense na abordagem de temas sociais, demonstrando a capacidade de suas autoras de transformar experiências humanas em obras que promovem reflexão e diálogo.

Trajetórias de destaque


Vencedora do concurso, Maria Luiza Catanhêde Gomes é considerada uma das vozes mais premiadas da poesia maranhense contemporânea. Ao longo da carreira, conquistou importantes premiações literárias em diferentes estados brasileiros, além de receber reconhecimentos nacionais por sua contribuição à literatura. Em 2026, foi indicada ao Troféu Juca Pato – Intelectual do Ano, uma das mais tradicionais homenagens concedidas a escritores no Brasil.


Sharlene Serra construiu uma trajetória voltada à promoção da inclusão por meio da educação e da literatura. Escritora, poeta e educadora, é especialista em Educação Inclusiva, autora de obras voltadas ao público infantojuvenil e presidente da Academia Maranhense de Letras Infantojuvenil (AMLIJ). Seu trabalho busca incentivar a formação de leitores e ampliar o debate sobre diversidade e cidadania.

Literatura como instrumento de transformação

Mais do que premiar a qualidade das obras inscritas, o concurso teve como objetivo destacar o papel da literatura na construção de uma sociedade mais inclusiva. Ao escolher a Inclusão Social como tema da primeira edição, a iniciativa reforça a importância da escrita como ferramenta para estimular a empatia, combater preconceitos e ampliar o diálogo sobre as diferenças.

Com a conquista de duas das principais premiações, o Maranhão amplia sua presença no cenário cultural brasileiro e chega à Bienal Internacional do Livro de São Paulo com protagonismo. O resultado reafirma a tradição literária do estado e reconhece o trabalho de autoras que utilizam a palavra como instrumento de arte, educação e transformação social.

Voz Nacional • Por Lucas Souza

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