Partido terá mais de R$ 131 milhões do Fundo Eleitoral e ocupa a 12ª posição entre as legendas com maior volume de recursos disponíveis para a campanha
A distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) voltou ao centro do debate político após manifestações públicas da deputada federal Erika Hilton, que questionou os critérios adotados pelo PSOL para o repasse de verbas destinadas às candidaturas nas eleições de 2026.
O partido contará neste ano com R$ 131,5 milhões do fundo eleitoral, valor que representa um crescimento de 31,4% em relação às eleições de 2022, quando a legenda teve pouco mais de R$ 100 milhões disponíveis para financiar suas campanhas em todo o país.
Apesar do aumento expressivo dos recursos, divergências internas sobre a distribuição da verba ganharam repercussão após a parlamentar afirmar que alguns pré-candidatos estariam recebendo tratamento mais favorável, mesmo possuindo menor tempo de atuação no Congresso Nacional ou na federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade.
Nas redes sociais, Erika Hilton criticou o que classificou como uma tentativa de enfraquecer lideranças que ocupam posição de destaque no partido. A deputada também apontou preocupações em relação à estratégia de financiamento adotada pela legenda para o próximo pleito.
O debate ocorre em um momento importante para o PSOL, que busca ampliar sua representação política em 2026. Com os R$ 131,5 milhões destinados ao partido, a legenda aparece como a 12ª maior beneficiária do fundo eleitoral entre todas as siglas brasileiras.
No ranking nacional de distribuição dos recursos públicos para campanhas, o PL lidera com cerca de R$ 881,6 milhões. Em seguida aparecem o PT, com aproximadamente R$ 615,3 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões.
A definição dos critérios de distribuição do fundo eleitoral é uma das etapas mais estratégicas do processo eleitoral, influenciando diretamente a estrutura das campanhas, a comunicação com o eleitorado e a competitividade dos candidatos. Por isso, discussões internas sobre o tema costumam mobilizar dirigentes partidários e parlamentares, especialmente em anos eleitorais.
Enquanto o PSOL se prepara para a disputa de 2026, o episódio evidencia os desafios enfrentados pelas legendas na conciliação de interesses internos e na definição das prioridades para aplicação dos recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais.
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