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Imprensa chinesa vê postura de Lula diante de Trump como “sinal de resistência” na disputa por minerais estratégicos
A postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com Donald Trump, realizada na quinta-feira (7), em Washington, repercutiu na imprensa estatal chinesa como um gesto de resistência do Brasil à pressão dos Estados Unidos por acesso prioritário a minerais críticos brasileiros.
O destaque foi publicado pelo jornal chinês Global Times, veículo ligado ao Partido Comunista Chinês, que interpretou a fala de Lula como uma tentativa de preservar a autonomia brasileira diante da crescente disputa geopolítica entre Washington e Pequim por recursos estratégicos, especialmente as chamadas terras-raras.
Durante o encontro, Lula afirmou que o Brasil não pretende estabelecer preferência exclusiva para nenhum país nas futuras parcerias envolvendo minerais estratégicos.
“Não temos preferência. O que nós queremos é fazer parceria”, declarou o presidente brasileiro.
A frase foi destacada pela publicação chinesa como um indicativo de que o governo brasileiro busca manter equilíbrio diplomático e independência econômica em meio à corrida internacional por minerais essenciais para setores de alta tecnologia, defesa, energia limpa e indústria de semicondutores.
Segundo analistas ouvidos pelo Global Times, a posição brasileira demonstra cautela diante das tentativas dos Estados Unidos de ampliar influência sobre cadeias globais de suprimentos minerais consideradas estratégicas para a segurança nacional americana.
O Brasil possui reservas importantes de minerais críticos, incluindo terras-raras, lítio, nióbio e grafita, recursos cada vez mais valorizados no cenário internacional devido ao avanço da transição energética e da indústria tecnológica global.
A repercussão internacional ocorre em um momento de intensificação da disputa econômica e tecnológica entre China e Estados Unidos, que competem pelo controle de matérias-primas essenciais para a produção de baterias, chips, veículos elétricos e equipamentos militares.
Nos bastidores diplomáticos, a avaliação é de que o Brasil tenta ampliar investimentos estrangeiros sem abrir mão da soberania sobre seus recursos naturais e sem assumir alinhamento automático a qualquer uma das potências globais.
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