A iniciativa atende atualmente 60 participantes e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza estrutura, materiais e gratuidade das atividades | Foto: Divulgação
Mais do que uma manifestação cultural brasileira, a capoeira tem se consolidado como ferramenta de transformação social, promovendo disciplina, fortalecimento físico e consciência coletiva. Em Samambaia, no Distrito Federal, essa prática vem ganhando um significado ainda mais amplo por meio do projeto Ginga Menino: Capoeira e Compostagem Orgânica, que une esporte, cultura e educação ambiental em uma iniciativa gratuita voltada para crianças e adolescentes.
Realizado no Centro Comunitário de Samambaia Norte, localizado na QR 405, Área Especial 2, o projeto oferece encontros duas vezes por semana, sempre das 20h às 21h, atendendo atualmente 60 participantes. A ação conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), responsável por garantir estrutura, materiais e a gratuidade das atividades. O ciclo atual teve início em 6 de abril e seguirá até 11 de setembro, quando os alunos participarão de uma apresentação pública aberta à comunidade.
A proposta vai além da prática esportiva. Idealizado pelo mestre de capoeira e educador físico Elenilton Barbosa, fundador do Grupo Ginga Menino, o projeto nasceu da necessidade de ampliar o acesso de jovens da região a atividades culturais e educativas no contraturno escolar. A iniciativa atende, em sua maioria, estudantes da rede pública, muitos em situação de vulnerabilidade social, além de contemplar pessoas com deficiência, por meio de adaptações baseadas no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).
Além das rodas de capoeira — que envolvem luta, dança, música e história —, os participantes também aprendem sobre compostagem orgânica e sustentabilidade. O projeto trabalha temas essenciais para a formação cidadã, como combate ao bullying, fortalecimento da autoestima, defesa pessoal, reflexões sobre violência de gênero e convivência coletiva. Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, a iniciativa representa o papel da política cultural em conectar educação, cidadania e desenvolvimento humano nos territórios.
As inscrições são gratuitas e destinadas a moradores de Samambaia e regiões próximas, com idades entre 8 e 18 anos. Ao unir tradição, inclusão e consciência ecológica, o Ginga Menino mostra que a capoeira continua sendo um poderoso instrumento de transformação social e construção de novas perspectivas para a juventude.
