Foto, IA
O que era para ser mais uma noite decisiva de Copa Libertadores terminou em cenas de guerra na Colômbia. A partida entre Flamengo e Independiente Medellín, válida pela fase de grupos da Copa Libertadores da América, foi cancelada na noite desta quinta-feira (7) após graves episódios de violência no estádio Atanasio Girardot, em Medellín.
Poucos minutos depois do apito inicial, torcedores do clube colombiano iniciaram um protesto violento contra a diretoria do Independiente Medellín. Bombas, sinalizadores, objetos arremessados no gramado e até tentativas de invasão fizeram a arbitragem interromper imediatamente a partida.
Segundo relatos da imprensa internacional e da própria Conmebol, houve princípio de incêndio em setores da arquibancada, além de confrontos e depredações dentro do estádio. Jogadores das duas equipes correram para os vestiários enquanto a polícia tentava controlar a situação.
A CONMEBOL confirmou oficialmente o cancelamento do confronto alegando “falta de garantias de segurança”. A entidade informou ainda que o caso será encaminhado à Comissão Disciplinar, que decidirá os próximos passos da competição.
Nos bastidores, dirigentes do Flamengo defendem que o clube seja declarado vencedor por W.O., já que a equipe brasileira não teve responsabilidade pelos incidentes. Há precedentes recentes na competição para aplicação desse tipo de punição ao clube mandante.
A revolta da torcida colombiana teria sido motivada pela crise interna vivida pelo Independiente Medellín, eliminado recentemente do campeonato nacional. Protestos contra a diretoria já vinham sendo organizados dias antes da partida pelas redes sociais.
Apesar do clima de tensão, todos os jogadores do Flamengo deixaram o estádio em segurança. Nas redes sociais, atletas rubro-negros relataram o susto vivido em Medellín após o caos tomar conta do estádio colombiano.
O episódio repercutiu mundialmente e virou destaque na imprensa esportiva internacional, reforçando a gravidade da situação enfrentada na noite da Libertadores.
