O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sinalizar neste sábado (7) que Washington pode adotar medidas contra Cuba no futuro. A declaração foi feita durante discurso na Cúpula do “Escudo das Américas”, evento que reuniu líderes aliados do continente para discutir segurança regional e combate ao crime organizado.
Durante sua fala, Trump afirmou que já recebeu recomendações para “tomar conta” da ilha caribenha e indicou que pode agir quando o momento for considerado adequado. Segundo o presidente norte-americano, no entanto, a prioridade atual do governo dos EUA continua sendo a crise envolvendo o Irã.
O líder americano também afirmou que o governo cubano estaria em negociações diretas com Washington. De acordo com Trump, as conversas envolvem ele próprio e o secretário de Estado, Marco Rubio.
“Cuba está no fim da linha, será fácil. Eles estão negociando comigo e com o secretário de Estado”, declarou.
Trump ainda reforçou que o regime cubano enfrenta dificuldades econômicas e políticas, afirmando que uma mudança significativa pode ocorrer em breve no país.
Venezuela também foi citada
Ao comentar o cenário político da América Latina, Trump mencionou a situação da Venezuela e elogiou a atuação da presidente interina Delcy Rodríguez.
Segundo o presidente dos EUA, o reconhecimento do trabalho da líder venezuelana está diretamente ligado à cooperação com Washington.
“Ela está fazendo um ótimo trabalho. Se não estivesse trabalhando com a gente, eu não diria que está fazendo um bom trabalho”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a uma série de iniciativas do governo norte-americano para ampliar sua influência política e militar no continente, incluindo a criação de uma coalizão regional voltada ao combate a cartéis e organizações criminosas.
A fala de Trump reforça o tom duro da política externa dos Estados Unidos para a América Latina e indica que o país pode voltar a adotar uma postura mais ativa nas disputas políticas da região nos próximos meses.
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