Argentina confirma amistosos “alternativos” e gera críticas antes da Copa de 2026

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A Associação de Futebol Argentino (AFA) definiu os últimos testes da seleção antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026 — mas a escolha dos adversários está longe de agradar. A atual campeã mundial enfrentará Mauritânia, no dia 27 de março, e Zâmbia, no dia 31, ambos os jogos na tradicional Bombonera, em Buenos Aires.

Os confrontos surgem após o cancelamento da Finalíssima contra a Espanha, inicialmente prevista para esta Data FIFA. O duelo de alto nível acabou inviabilizado em meio a impasses organizacionais e ao contexto internacional, forçando a AFA a buscar alternativas de última hora.

Sem acordo também com a Guatemala, que chegou a se oferecer como adversária, a entidade optou por duas seleções africanas fora do topo do ranking mundial. Atualmente, a Zâmbia ocupa a 91ª posição, enquanto a Mauritânia aparece apenas na 115ª colocação — cenário que intensificou críticas dentro e fora da Argentina sobre a qualidade da preparação.

Sequência dominante, mas pouco exigida

Desde o título da Copa do Mundo de 2022, a equipe comandada por Lionel Scaloni acumula uma sequência praticamente impecável em amistosos: são 11 jogos, 11 vitórias, 33 gols marcados e apenas dois sofridos.

Apesar dos números expressivos, o nível dos adversários chama atenção. A seleção argentina vem enfrentando equipes de menor expressão no cenário internacional, como Panamá, Curaçao, Indonésia e até Porto Rico — este último ocupando a 156ª posição no ranking da FIFA.

Confira a sequência recente:

  • Panamá 2 x 0

  • Curaçao 7 x 0

  • Austrália 2 x 0

  • Indonésia 2 x 0

  • El Salvador 3 x 0

  • Costa Rica 3 x 1

  • Equador 1 x 0

  • Guatemala 4 x 1

  • Venezuela 1 x 0

  • Porto Rico 6 x 0

  • Angola 2 x 0

O retrospecto reforça a hegemonia da Albiceleste, mas também levanta dúvidas sobre o nível de competitividade enfrentado no ciclo pós-título.

Preparação sob questionamentos

A escolha por rivais mais frágeis transformou uma Data FIFA que poderia ser estratégica em uma janela vista como pouco proveitosa. Internamente, há preocupação de que a equipe chegue à Copa sem testes reais contra seleções de elite.

Além disso, os amistosos podem ganhar um peso simbólico: há expectativa de que esses jogos na Bombonera marquem uma das últimas apresentações da equipe — e possivelmente de Lionel Messi — diante da torcida argentina antes do Mundial.

No fim das contas, a Argentina mantém o favoritismo e a confiança em alta, mas entra na reta final de preparação cercada por um debate inevitável: dominar adversários frágeis é suficiente para sustentar o status de campeã do mundo?

Fotos e Informações IA.

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