Com auxílio do Cartão Gás, famílias do DF respiram aliviadas e mantêm a segurança alimentar

Maria do Socorro Lima: "Antes de receber o Cartão Gás, a gente tinha que economizar de todo jeito para juntar o dinheiro, porque sem gás ninguém vive" | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Quando o crédito do Cartão Gás cai na conta, o alívio é imediato para Maria do Socorro de Lima. O benefício de R$ 100, pago a cada dois meses, garante que a rotina da família siga sem o peso de escolhas impossíveis entre o gás de cozinha e outras despesas básicas. Moradora da Vila Buritis, em Planaltina, ela vive com o marido e a filha Ana Clara, de 19 anos, e sabe bem o quanto o auxílio faz diferença no fim do mês.

Dona de casa, Maria conta que recebe o Cartão Gás desde 2022. A renda familiar vem do trabalho informal do esposo, que faz bicos como ajudante de pedreiro, e do Benefício de Prestação Continuada recebido por Ana Clara, que é autista. “O dinheiro do gás ajuda muito. Antes, a gente tinha que economizar de todo jeito para juntar o valor, porque sem gás ninguém vive”, relata.

Na casa simples, as refeições são preparadas com cuidado e afeto. O café da manhã costuma ter cuscuz; no almoço, arroz, feijão e carne ou ovo; à noite, o prato preferido de Ana Clara é macarrão com molho de cenoura. Pode parecer pouco, mas representa segurança alimentar e tranquilidade. Com o Cartão Gás, o fogão segue aceso e a comida não falta.

Criado em meio às dificuldades impostas pela pandemia da covid-19, o programa surgiu como uma medida emergencial, mas rapidamente se consolidou como política permanente de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade. Desde 2021, já foram investidos mais de R$ 167 milhões na iniciativa, que garante dignidade, saúde e segurança no preparo dos alimentos.

Ao longo desse período, 1.672.923 famílias do Distrito Federal foram atendidas. O benefício oferece crédito bimestral de R$ 100 para a compra do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 13 quilos, essencial para o preparo das refeições do dia a dia. Além de aliviar o orçamento doméstico, o programa contribui para reduzir práticas inseguras, como o uso de lenha e carvão, que colocam em risco a saúde das famílias.

Atualmente, o Cartão Gás é gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, responsável tanto pela seleção automática dos beneficiários quanto pelo credenciamento das empresas participantes. O acesso ao programa depende de critérios objetivos: estar inscrito no Cadastro Único, ter renda familiar per capita de até meio salário mínimo, morar no DF, declarar gasto com GLP no cadastro, não estar em situação de rua ou acolhimento institucional coletivo e ter, no mínimo, 16 anos de idade.

Não é necessário fazer solicitação. A concessão é automática, baseada nas informações registradas no Cadastro Único. Basta que os dados estejam atualizados e que a família se enquadre nos critérios estabelecidos.

Para famílias como a de Maria do Socorro, o Cartão Gás representa mais do que um auxílio financeiro. É a garantia de comida quente na mesa, de mais dignidade no cotidiano e de um respiro em meio às dificuldades. Um apoio que transforma o básico — cozinhar — em um direito assegurado.

Informações: agenciabrasilia.df.gov.br

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