Após tratamento intensivo, jaguatirica resgatada com queimaduras é devolvida à natureza na Bahia

Fotos: Divulgação

Uma jaguatirica resgatada em estado grave, com queimaduras de terceiro grau no rosto, voltou à natureza nesta semana após passar por um processo completo de reabilitação. O animal foi devolvido ao habitat em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) no município de Campo Formoso, no norte da Bahia.

O felino havia sido encontrado em janeiro, no município de Valente, no nordeste baiano, com desidratação severa e lesões provocadas por queimaduras. O resgate foi realizado pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa). Em seguida, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pituaçu (Cetas), em Salvador, onde recebeu atendimento veterinário intensivo.

Durante o período de recuperação, a jaguatirica passou por acompanhamento clínico, manejo especializado e monitoramento constante, com foco tanto na cicatrização das lesões quanto na readaptação comportamental para retorno à vida silvestre.

Antes da soltura, a equipe técnica realizou avaliação clínica detalhada para garantir que o animal estivesse apto ao deslocamento e à reintrodução. Foram adotados cuidados específicos com o transporte, incluindo escolha de caixa adequada, controle de temperatura e monitoramento dos sinais vitais e do comportamento ao longo do trajeto, a fim de evitar estresse térmico ou complicações.

A área selecionada para a soltura apresenta condições ambientais favoráveis, com oferta de alimento, abrigo e baixa interferência humana — fatores considerados essenciais para a adaptação e sobrevivência da espécie.

No momento da soltura, a jaguatirica saiu da caixa de transporte, observou o ambiente ao redor e seguiu em direção à mata, demonstrando comportamento compatível com a espécie e indicando condições adequadas para o retorno à natureza.

A ação foi resultado de trabalho integrado entre o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Coppa e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que prestou suporte técnico e forneceu equipamentos.

A soltura marca o desfecho de uma operação que envolveu resgate, tratamento e reabilitação, reforçando a importância da atuação conjunta dos órgãos ambientais na proteção da fauna silvestre e na preservação dos ecossistemas baianos.

Informações: ba.gov

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