Triagem Neonatal no DF amplia alcance e registra crescimento expressivo em 2025

No ano passado, foram realizados 39.891 testes, contra 36.858 em 2024, um crescimento de mais de três mil exames, impulsionado pela maior adesão da rede privada ao serviço público e pela ampliação do rol de doenças rastreadas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Distrito Federal registrou um aumento significativo no número de recém-nascidos atendidos pelo Programa de Triagem Neonatal em 2025. Ao longo do ano, foram realizados 39.891 testes, contra 36.858 em 2024, representando um crescimento superior a três mil exames. O avanço é resultado da maior adesão da rede privada ao serviço público e da ampliação do rol de doenças rastreadas, que atualmente abrange cerca de 62 condições, fortalecendo o acesso ao Teste do Pezinho para moradores do DF e do entorno.

A ampliação do programa ocorreu de forma gradual nos últimos anos. Em 2019, o DF incluiu doenças lisossomais e a imunodeficiência combinada grave. Em 2021, incorporou a atrofia muscular espinhal e passou a seguir a Lei Federal nº 14.154, que definiu um rol mínimo nacional com implantação por etapas. Atualmente, o Distrito Federal está na etapa mais avançada da legislação, figurando entre as unidades da Federação com maior abrangência na triagem neonatal.

O crescimento do número de exames também está diretamente ligado à procura de famílias da rede privada pelas unidades básicas de saúde para a realização do teste, já que o serviço público oferece um número maior de exames do que aqueles disponíveis em planos de saúde ou maternidades particulares. O volume de coletas realizadas nas UBSs aumentou de forma expressiva, refletindo a confiança no programa e a capilaridade da rede pública.

Entre as doenças incorporadas ao rastreamento estão defeitos primários da imunidade, a atrofia muscular espinhal e doenças lisossômicas de depósito, condições genéticas raras que podem causar graves comprometimentos neurológicos e sistêmicos. O diagnóstico precoce permite o início do tratamento antes do surgimento dos sintomas, reduz internações, previne sequelas e melhora de forma significativa a qualidade de vida das crianças e de suas famílias.

Casos identificados ainda na fase assintomática demonstram a efetividade da triagem neonatal ampliada. Crianças diagnosticadas precocemente passam a receber acompanhamento especializado e terapias adequadas, o que possibilita um desenvolvimento mais próximo do normal, mesmo em doenças sem cura definitiva.

O funcionamento do programa envolve uma logística integrada entre hospitais, maternidades, casas de parto e unidades básicas de saúde. As amostras são coletadas, identificadas e transportadas de forma adequada até o laboratório especializado, onde cada criança recebe um código único que acompanha todo o histórico clínico. Em média, cerca de quatro mil cartões de amostras chegam ao laboratório mensalmente.

A coleta inicial costuma ocorrer entre 24 e 48 horas após o nascimento, com protocolos específicos para bebês internados ou prematuros, que podem necessitar de coletas adicionais. Nos casos de suspeita de alteração, as famílias são acionadas rapidamente para garantir agilidade no diagnóstico e no início do tratamento, reduzindo riscos e ampliando as chances de melhores desfechos clínicos.

O fortalecimento da Triagem Neonatal no Distrito Federal reafirma o compromisso com a prevenção, o cuidado integral e a modernização da saúde pública, assegurando que cada recém-nascido tenha acesso a um diagnóstico precoce e a melhores oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida.

Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br

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