O Distrito Federal registrou um aumento significativo no número de recém-nascidos atendidos pelo Programa de Triagem Neonatal em 2025. Ao longo do ano, foram realizados 39.891 testes, contra 36.858 em 2024, representando um crescimento superior a três mil exames. O avanço é resultado da maior adesão da rede privada ao serviço público e da ampliação do rol de doenças rastreadas, que atualmente abrange cerca de 62 condições, fortalecendo o acesso ao Teste do Pezinho para moradores do DF e do entorno.
A ampliação do programa ocorreu de forma gradual nos últimos anos. Em 2019, o DF incluiu doenças lisossomais e a imunodeficiência combinada grave. Em 2021, incorporou a atrofia muscular espinhal e passou a seguir a Lei Federal nº 14.154, que definiu um rol mínimo nacional com implantação por etapas. Atualmente, o Distrito Federal está na etapa mais avançada da legislação, figurando entre as unidades da Federação com maior abrangência na triagem neonatal.
O crescimento do número de exames também está diretamente ligado à procura de famílias da rede privada pelas unidades básicas de saúde para a realização do teste, já que o serviço público oferece um número maior de exames do que aqueles disponíveis em planos de saúde ou maternidades particulares. O volume de coletas realizadas nas UBSs aumentou de forma expressiva, refletindo a confiança no programa e a capilaridade da rede pública.
Entre as doenças incorporadas ao rastreamento estão defeitos primários da imunidade, a atrofia muscular espinhal e doenças lisossômicas de depósito, condições genéticas raras que podem causar graves comprometimentos neurológicos e sistêmicos. O diagnóstico precoce permite o início do tratamento antes do surgimento dos sintomas, reduz internações, previne sequelas e melhora de forma significativa a qualidade de vida das crianças e de suas famílias.
Casos identificados ainda na fase assintomática demonstram a efetividade da triagem neonatal ampliada. Crianças diagnosticadas precocemente passam a receber acompanhamento especializado e terapias adequadas, o que possibilita um desenvolvimento mais próximo do normal, mesmo em doenças sem cura definitiva.
O funcionamento do programa envolve uma logística integrada entre hospitais, maternidades, casas de parto e unidades básicas de saúde. As amostras são coletadas, identificadas e transportadas de forma adequada até o laboratório especializado, onde cada criança recebe um código único que acompanha todo o histórico clínico. Em média, cerca de quatro mil cartões de amostras chegam ao laboratório mensalmente.
A coleta inicial costuma ocorrer entre 24 e 48 horas após o nascimento, com protocolos específicos para bebês internados ou prematuros, que podem necessitar de coletas adicionais. Nos casos de suspeita de alteração, as famílias são acionadas rapidamente para garantir agilidade no diagnóstico e no início do tratamento, reduzindo riscos e ampliando as chances de melhores desfechos clínicos.
O fortalecimento da Triagem Neonatal no Distrito Federal reafirma o compromisso com a prevenção, o cuidado integral e a modernização da saúde pública, assegurando que cada recém-nascido tenha acesso a um diagnóstico precoce e a melhores oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida.
Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br
