Libertação de presos políticos na Venezuela sob pressão dos EUA

Foto: metropoles

Após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores por forças americanas em Caracas, em uma operação militar que surpreendeu o cenário político internacional, o regime chavista venezuelano, agora sob liderança interina de Delcy Rodríguez, anunciou nos últimos dias a libertação de parte dos presos políticos no país. A ação ocorre em meio a fortes pressões diplomáticas e exigeção de Brasília e Washington por mudanças no trato aos detidos.

De acordo com dados oficiais divulgados pelo governo venezuelano, mais de 400 pessoas foram libertadas nas últimas semanas como parte de um gesto político para promover “coesão e reconciliação”.  Entretanto, organizações de direitos humanos e grupos de monitoramento contestam veementemente esses números, destacando uma grande disparidade entre os números oficiais e as confirmações independentes. 

A ONG Foro Penal, que acompanha detenções arbitrárias na Venezuela há mais de duas décadas, afirma que o número de presos políticos realmente libertados é bem menor, situando-se entre 56 e 76 pessoas verificadas, e não os 400 anunciados pelas autoridades. ) Relatórios de outra ONG destacam ainda números menores, com 41 libertações confirmadas recentemente por meio de verificações diretas. 

Grupos de direitos humanos também alertam que centenas de detidos permanecem sob custódia, muitos sem acesso adequado a advogados ou ao devido processo legal, e que as condições de detenção em prisões venezuelanas têm sido denunciadas por violar padrões básicos de dignidade humana. Além disso, familiares e ativistas relatam casos de tortura, isolamento e tratamento degradante contra os presos. 

O processo de libertação acontece em um contexto delicado de transição política e intensa pressão externa, especialmente dos Estados Unidos, que buscam demonstrar resultados concretos após a crise desencadeada pela captura de Maduro no início de janeiro.  Enquanto isso, setores internacionais — incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU) — têm enfatizado a importância de que a transição venezuelana seja conduzida dentro dos parâmetros do direito internacional e da proteção dos direitos humanos

A disparidade entre os números oficiais e os confirmados por organizações independentes ressalta a preocupação com a transparência do processo de libertação, enquanto ativistas continuam a pressionar por informações claras sobre os detidos, suas condições e as garantias legais necessárias para assegurar uma liberação efetiva e duradoura.

Informações IA. 

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