China aprofunda campanha anticorrupção e investiga cúpula da Comissão Militar Central

Foto: IA

A China iniciou uma nova e significativa etapa de sua campanha anticorrupção ao abrir investigação contra altos dirigentes da Comissão Militar Central (CMC), órgão máximo de comando das Forças Armadas do país. A apuração envolve Zhang Youxia, de 75 anos, vice-presidente da CMC, e outro alto oficial, ambos acusados de “graves violações de disciplina”, expressão utilizada oficialmente para casos relacionados à corrupção.

A investigação foi anunciada no dia 24 de janeiro de 2026, sem a divulgação de detalhes sobre as infrações ou valores envolvidos. Ainda assim, o movimento tem forte impacto político e institucional, por atingir diretamente a cúpula militar chinesa e figuras historicamente próximas ao núcleo de poder em Pequim.

A ação está inserida na ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping desde que assumiu o comando do país, em 2012. Além de chefe de Estado, Xi também preside a Comissão Militar Central, concentrando o controle político sobre o Partido Comunista Chinês e o Exército de Libertação Popular. A ofensiva tem como objetivo declarado eliminar práticas ilícitas, fortalecer a disciplina interna e reafirmar a lealdade das Forças Armadas ao partido.

O caso ocorre em um contexto recente de mudanças na liderança militar. Em outubro de 2025, Zhang Shengmin, general ligado à força de foguetes de Pequim, assumiu como vice-presidente da CMC após a expulsão de seu antecessor, igualmente afastado por envolvimento em esquemas de corrupção. A sucessão evidenciou a disposição do governo chinês em agir mesmo contra figuras de alto escalão.

A Comissão Militar Central ocupa posição estratégica no sistema político chinês, sendo responsável pelo comando supremo das Forças Armadas, pelo controle partidário sobre o Exército e pela coordenação da política de defesa nacional. A estrutura garante que decisões militares estejam alinhadas diretamente à liderança política do país.

Além dos vice-presidentes, a CMC inclui o chefe do Estado-Maior Conjunto, Liu, de 61 anos, outro oficial de alto escalão subordinado diretamente a Xi Jinping. O conjunto das investigações reforça a mensagem de que nenhum posto está imune ao escrutínio disciplinar.

Com mais esse desdobramento, a campanha anticorrupção chinesa reafirma seu alcance e profundidade, atingindo setores sensíveis do poder estatal e militar. O movimento sinaliza a continuidade de uma estratégia que busca fortalecer a autoridade central, impor disciplina rigorosa e consolidar o controle político sobre as instituições armadas do país.

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