O maior ataque russo a Kyiv expõe a passividade dos EUA e a estratégia de Putin

Foto:hojenomundomilitar

Enquanto promete paz, Kremlin intensifica bombardeios e aproveita a hesitação de Trump para ampliar influência global.

Na noite passada, Kyiv foi palco do maior ataque desde o início da guerra. Pela primeira vez, mísseis russos atingiram edifícios governamentais, além de alvos civis, resultando na morte de uma mulher e seu bebê. A escalada militar acontece poucos dias após Vladimir Putin afirmar, diante de Donald Trump, que reduziria a ofensiva para abrir espaço a negociações de paz. O gesto, no entanto, se mostrou vazio: Moscou não apenas manteve, como ampliou a intensidade dos ataques.

A resposta norte-americana voltou a ser marcada pela ambiguidade. Trump, pela quinta vez, estabeleceu um prazo de duas semanas para que Moscou desse sinais de recuo. O prazo expirou e a declaração do ex-presidente limitou-se a um tom protocolar: disse estar “triste, mas não surpreso”. A repetição desse padrão tem sido interpretada como sinal de fraqueza, incentivando o Kremlin a testar até onde vai a paciência ocidental.

Enquanto endurece contra aliados históricos da Europa, Trump suaviza diante de Putin. Essa postura abre espaço para que o líder russo articule novas parcerias estratégicas, aproximando países que tradicionalmente orbitavam a influência norte-americana. Índia e Brasil surgem como exemplos claros desse reposicionamento no tabuleiro geopolítico.

Na prática, ao tentar agradar Putin sem justificativa clara, Trump pode estar fortalecendo um bloco anti-EUA que ameaça reconfigurar o equilíbrio global. O cálculo de curto prazo, centrado em gestos de tolerância ao Kremlin, pode transformar-se em um passivo diplomático de longo prazo, impondo a Washington desafios inéditos em sua liderança internacional.

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