Foto: Alberto Ruy/IgesDF
Projeto-piloto do IgesDF, em parceria com a plataforma ShareSource, permitirá acompanhamento em tempo real e mais segurança aos pacientes.
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) será a primeira unidade de saúde do Centro-Oeste a adotar um sistema capaz de monitorar, em tempo real, pacientes em tratamento de diálise peritoneal domiciliar. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), em parceria com a plataforma ShareSource, e está entre os primeiros testes da tecnologia na América Latina.
De acordo com o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, a implantação começará ainda neste ano, contemplando novos pacientes do setor de nefrologia. “É mais um passo para uma saúde pública moderna, conectada e centrada no paciente. O Hospital de Base, junto com o Hospital do Rim, em São Paulo, é um dos primeiros da América Latina a receber a plataforma”, destacou.
A diálise peritoneal é indicada para pessoas que perderam a função dos rins e se diferencia da hemodiálise por poder ser realizada em casa, sem necessidade de deslocamentos frequentes. No HBDF, 120 pacientes já utilizam diariamente esse método, com aparelhos cedidos em comodato.
Tecnologia a serviço da saúde
Com o novo sistema, a equipe médica poderá acompanhar dados do tratamento à distância, em tempo real. As informações incluem volume de saída, tempo de sessão, adesão e possíveis intercorrências, permitindo ajustes rápidos na prescrição e redução de complicações.
A diretora clínica do HBDF, Cristhiane Gico, afirmou estar ansiosa para usar a tecnologia. “O sistema possibilita acompanhamento mais próximo, mais autonomia para o paciente e mais segurança no tratamento”. Segundo ela, o monitoramento remoto deve diminuir a necessidade de consultas presenciais, já que os profissionais poderão avaliar o desempenho do tratamento on-line.
Como funciona o tratamento
Antes de iniciar a diálise, os pacientes passam por consulta de acolhimento, avaliação médica e treinamento. O procedimento utiliza o peritônio, membrana natural do abdômen, como filtro para remover toxinas e líquidos. O tratamento em casa é feito com uma máquina de cerca de 70 cm, que realiza automaticamente a filtragem durante a noite, por oito a dez horas. Para garantir segurança, os pacientes recebem, em média, 15 aulas práticas com a equipe de enfermagem.
A chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do HBDF, Flávia Gonçalves, ressalta as vantagens do método. “A diálise peritoneal oferece mais conforto, independência e reduz a exposição a ambientes hospitalares, diminuindo o risco de infecções. Com o novo sistema, o monitoramento passa a ser integral, o que representa um grande avanço”, avaliou.
Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br
