Ex-presidente retirou oito lesões de pele, apresentou quadro de anemia e pneumonia residual; ida ao hospital ocorreu sob forte esquema de segurança.
Na tarde deste domingo (14), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital DF Star, em Brasília, onde passou por exames laboratoriais, tomografia e procedimentos dermatológicos. O boletim médico divulgado após a alta apontou um quadro de anemia por deficiência de ferro e uma imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração. Além disso, Bolsonaro foi submetido à retirada de oito lesões de pele no tronco e no braço direito, sem complicações, com anestesia local e sedação.
O hospital informou que duas dessas lesões tiveram diagnósticos destacados: uma pinta benigna e outra que foi encaminhada para biópsia, ainda sem resultado confirmado. O ex-presidente também recebeu suplementação intravenosa de ferro e seguirá em tratamento para hipertensão arterial, refluxo gastroesofágico e medidas preventivas contra novas broncoaspirações. Sua defesa deverá apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um atestado médico em até 48 horas.
A saída de Bolsonaro de sua residência foi a primeira desde a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF, decisão que o mantém em prisão domiciliar sob acusação de tentativa de obstrução da Justiça. A ida ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e contou com rigoroso esquema de segurança, incluindo escolta policial, revista em mochilas de apoiadores e inspeções nos arredores do DF Star. O ex-presidente chegou acompanhado por um comboio de oito veículos, com rota alterada para evitar a região das embaixadas.
Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador e filho do ex-presidente, acompanhou o pai e criticou publicamente o aparato de segurança. Em publicação na rede social X, ironizou a vigilância intensa: “Homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar”. Apesar da fragilidade de seu quadro clínico, com crises recorrentes de soluços, refluxo e complicações decorrentes do atentado de 2018, a equipe de defesa deve reforçar o pedido pela manutenção do regime domiciliar.
Fonte: jovempan.com.br
