Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Investimentos de R$ 1,7 bilhão, frota mais nova do país e tarifa congelada desde 2020 colocam o DF na liderança entre os sistemas de transporte urbano pós-pandemia.
O Distrito Federal alcançou um feito inédito no cenário nacional: recuperar integralmente o fluxo de passageiros do transporte público após a pandemia de Covid-19. Segundo o Anuário NTU 2024/2025, elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Brasília e Goiânia são as únicas capitais a atingir 100% da demanda registrada antes da crise sanitária, enquanto outros 17 sistemas — incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre — ainda operam entre 80% e 85% do volume observado em fevereiro de 2020.
Para o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, essa conquista é resultado direto da manutenção do serviço durante o período mais crítico da pandemia. “O Distrito Federal foi a única região cujos funcionários do transporte não foram demitidos. Mantivemos a frota completa operando e os empregos preservados, por decisão do governador Ibaneis Rocha”, destacou.
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 1,7 bilhão no setor, com ações que incluem a renovação e modernização da frota, ampliação da infraestrutura viária e incentivos ao setor e à população. Hoje, o DF possui a frota mais nova do Brasil, com idade média inferior a três anos, sendo 95% dos 3.080 ônibus já renovados e 1,2 mil veículos equipados com tecnologia Euro 6, menos poluentes e mais eficientes.
Outro diferencial é a política tarifária. O DF não reajusta o valor das passagens desde 2020, enquanto 18 regiões metropolitanas aumentaram os preços no período. “O transporte é inclusão social, transferência de renda, desenvolvimento econômico e combate à desigualdade”, reforçou Zeno. O subsídio do governo cobre 75% dos custos do sistema — o maior índice do país.
Entre as iniciativas recentes que fortaleceram a mobilidade estão a inauguração de sete rodoviárias em pontos estratégicos e o programa Vai de Graça, que garante transporte gratuito aos domingos e feriados, já beneficiando mais de 10 milhões de usuários desde o lançamento no Carnaval de 2025.
A capital federal também avança na infraestrutura com a construção de novos corredores de BRT para a região Norte e para o Sudoeste. Para Francisco Christovam, diretor-executivo da NTU, o modelo do DF serve de exemplo nacional: “Quando se investe na frota e no custeio da operação, evita-se a migração para o transporte individual, reduzindo congestionamentos e melhorando a qualidade de vida nas cidades. É assim que se faz nos países desenvolvidos.”
Com planejamento, investimentos consistentes e foco no cidadão, o transporte público do Distrito Federal consolida-se como referência no Brasil, mostrando que é possível oferecer eficiência, qualidade e inclusão social mesmo em tempos desafiadores.
Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br
